Ilha Deserta e Calhau de São pedro

Ilha Deserta e Calhau de São pedro

Ilha Deserta

Um pouco mais afastada da costa, a Ilha Deserta é a menor ilha da Reserva Biológica Marinha do Arvoredo e também um local importante para a reprodução de aves marinhas como o trinta-réis e o gaivotão. O mergulho lá é indicado somente para pessoas que têm mais experiência, uma vez que o local é desabrigado e tem forte correnteza, ondas mais fortes e correntes de retorno. A profundidade pode atingir os 40 metros em determinados locais. A vida marinha faz valer a pena os riscos do mergulho nesta região pois a ilha é refúgio das mais diversas espécies de peixes, crustáceos e corais.

Por se tratar de uma área de reserva ambiental a pesca é proibida no local, com esta política de proibição de pesca  a vida marinha no local está se expandindo cada vez mais, com uma grande variedade de espécies de peixes, crustáceos , tartarugas  e aves que usam o local como refúgio para a procriação.

Costão da ilha Deserta

Ilha do Calhau de São Pedro

O acesso de barco até a ilha é bem difícil. O lugar é desabrigado e as correntes marítimas são muito fortes. Por isso só os mergulhadores mais experientes devem se aventurar por lá. Na ilha do Calhau de São Pedro também é refúgio para aves  marinhas se reproduzirem, por ter muito pouco contato humano as aves se sentem a vontade no local. 

Por fazer parte da Reserva também é proibido o desembarque, pesca e visitação no local, para poder manter sua fauna e flora intacta. 

A fiscalização nas quatro ilhas da Reserva fica por conta da ICMBio – Instituição Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. O instituto é responsável por propor, implantar, gerir, proteger, fiscalizar e monitorar todas as unidades de conservação federais, além de fomentar e executar programas de pesquisa, proteção, preservação e conservação da biodiversidade e exercer o poder de polícia ambiental para a proteção da biodiversidade em todo o Brasil, tanto na área terrestre como na área marinha.

RESERVA BIOLÓGICA MARINHA DO ARVOREDO

RESERVA BIOLÓGICA MARINHA DO ARVOREDO


Criada em 1990, a Reserva Biológica Marinha do Arvoredo é um dos grandes patrimônios naturais e arqueológicos do litoral brasileiro, formada pelas Ilhas do Arvoredo, Deserta, Galés e Calhau de São Pedro. Os melhores pontos de mergulho ficam nas ilhas das Galés e do Arvoredo e uma grande area marinha que banha este arquipélago. Nestes pontos, a profundidade fica entre cinco e 20 metros. A maior delas é a Ilha do Arvoredo com 270 hectares.

Em função de estar localizada numa área que recebe tanto correntes do Brasil (águas quentes) como das Malvinas (águas frias) a região abriga espécies de fauna e flora típicas de ambos os climas, com rica diversidade de aves, peixes, tartarugas marinhas e corais.

O local também é considerado um importante sítio arqueológico e histórico, com vestígios de ocupação humana (desenhos de figuras humanas) de cerca de 4.000 anos, como sambaquis, inscrições rupestres e até antigos sepultamentos. A Reserva do Arvoredo fica a cerca de 11km, tanto de Bombinhas quanto do norte da ilha de Santa Catarina.

A Reserva é um importante centro de estudos científicos da fauna e flora marinha, por isso não são permitidas atividades como caça, pesca ou introdução de espécies silvestres ou domésticas, que possam modificar a sua constituição.

A reserva, por pertencer à categoria de Reserva Biológica, é fechada à visitação.

As ilhas que compõem a Reserva Biológica Marinha do Arvoredo foram um destino tradicional de mergulho recreativo no sul do Brasil desde a década de 1980. A partir de 2000, a Reserva foi fechada para o mergulho recreativo por determinação da Lei do Sistema Nacional de Unidades de Conservação SNUC e as operadoras de mergulho passaram a restringir sua atuação ao sul da Ilha do Arvoredo, que não faz parte da Reserva Biológica. Existem saídas regulares de operadoras de mergulho partindo de Florianópolis e Bombinhas.

 Motivos para a criação da Reserva Biológica Marinha do Arvoredo

Maiores razões para o arquipélago ter se tornado Unidade de Conservação: a “extrema beleza cênica, águas com pouca turbidez, próprias ao mergulho de observação, mata atlântica insular, alta diversidade de ecossistemas; espécies vegetais e animais ameaçadas de extinção; a ocorrência de prováveis espécies novas para a ciência; o único banco de algas calcárias do litoral sul brasileiro, de formação única; pontos de nidificação, pouso e alimentação de aves marinhas e sítios arqueológicos,” entre outros. 

Em um próximo artigo falaremos sobre os detalhes de cada ilha que compõem a Reserva Biológica do Arvoredo.

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