Ilha Deserta e Calhau de São pedro

Ilha Deserta e Calhau de São pedro

Ilha Deserta

Um pouco mais afastada da costa, a Ilha Deserta é a menor ilha da Reserva Biológica Marinha do Arvoredo e também um local importante para a reprodução de aves marinhas como o trinta-réis e o gaivotão. O mergulho lá é indicado somente para pessoas que têm mais experiência, uma vez que o local é desabrigado e tem forte correnteza, ondas mais fortes e correntes de retorno. A profundidade pode atingir os 40 metros em determinados locais. A vida marinha faz valer a pena os riscos do mergulho nesta região pois a ilha é refúgio das mais diversas espécies de peixes, crustáceos e corais.

Por se tratar de uma área de reserva ambiental a pesca é proibida no local, com esta política de proibição de pesca  a vida marinha no local está se expandindo cada vez mais, com uma grande variedade de espécies de peixes, crustáceos , tartarugas  e aves que usam o local como refúgio para a procriação.

Costão da ilha Deserta

Ilha do Calhau de São Pedro

O acesso de barco até a ilha é bem difícil. O lugar é desabrigado e as correntes marítimas são muito fortes. Por isso só os mergulhadores mais experientes devem se aventurar por lá. Na ilha do Calhau de São Pedro também é refúgio para aves  marinhas se reproduzirem, por ter muito pouco contato humano as aves se sentem a vontade no local. 

Por fazer parte da Reserva também é proibido o desembarque, pesca e visitação no local, para poder manter sua fauna e flora intacta. 

A fiscalização nas quatro ilhas da Reserva fica por conta da ICMBio – Instituição Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. O instituto é responsável por propor, implantar, gerir, proteger, fiscalizar e monitorar todas as unidades de conservação federais, além de fomentar e executar programas de pesquisa, proteção, preservação e conservação da biodiversidade e exercer o poder de polícia ambiental para a proteção da biodiversidade em todo o Brasil, tanto na área terrestre como na área marinha.

Ilha de Galés

Ilha de Galés


 A Ilha das Galés também faz parte da Reserva Biológica Marinha do Arvoredo. Também é conhecida por Ilha da Galé, no singular. Dizem que dependendo do ângulo que se olha, a ilha possui a mesma forma de uma embarcação antiga chamada de Galé. É por esse motivo que a ilha acabou sendo batizada com o nome que seu formato lembra. Ela fica ao norte da Ilha do Arvoredo, muito próximo à Praia de Mariscal. 

A Ilha da Galé, ou Ilha das Galés possui um tamanho menor que a Ilha do Arvoredo e a sua vegetação não é tão densa. Ainda existem algumas ilhotas perto dessa ilha, que não são mensuradas ou contadas, pois não são vistas da terra. É um dos mais importantes locais de acasalamento de aves marinhas da costa brasileira. 

Pequena ilhota ao lado da Ilha de Galés.

 Assim como as outras, possuem tesouros no fundo do mar: embarcações afundadas, tais como um enorme cargueiro, o famoso Cargueiro Lili, afundado em 1958 por causa de um nevoeiro, encontra-se partido ao meio e a uma profundidade de aproximadamente 5 metros, entre outras fragatas que também por ali se encontram, e acabam sendo o refúgio marinho de muitas vidas. Inclusive grandes formações de corais podem ser observadas nos mergulhos, tendo aproximadamente de 20 a 30 metros. Dizem que os peixes coloridos e pequenos já são acostumados com a visitação humana, e os mergulhadores mais experientes podem até ver garoupas e robalos, na parte externa da ilha. 

O mergulho lá pode ser feito até por iniciantes, podendo-se observar tartarugas marinhas, arraias e frades.

Outro local apropriado para o mergulho é o Portinho, bastante procurado por mergulhadores iniciantes e para a prática do snorkeling. Nesta enseada bem protegida é possível encontrar cavalos-marinhos, linguados e dos mais diversos peixinhos coloridos. Para os mergulhadores mais experientes, o lado de fora da ilha abriga peixes de grande porte como garupas e robalos.

Ilha do Arvoredo

Ilha do Arvoredo


Por ter grande parte de sua área coberta por uma densa vegetação, formada principalmente por grandes árvores de madeira de lei, nativas da mata atlântica, a ilha do Arvoredo recebeu este nome.

A ilha tem 270 hectares de relevo montanhoso, distribuídos em mais de 3.000 mt de comprimento, 1.850 mt de largura e 300 mt de altitude. É a maior ilha da Reserva Biológica Marinha do Arvoredo.

No lado sul existe uma base naval do Ibama, que fica ao lado do Farol da Marinha que tem um alcance de 24 milhas que funciona também como bússola, a ilha é um ponto de referência para as navegações dos mares do sul, a área é extremamente procurada para a prática do mergulho . É um dos melhores pontos de mergulho do Brasil e de fácil acesso lá encontra-se dos mais variados tipos de peixes e corais de formação exclusiva. A profundidade da água varia de 5 a 20 metros, e a visibilidade pode chegar a 18 metros, porém por pertencer a uma unidade de conservação de proteção integral é fechada para visitação mas no sul da ilha ainda são permitidos os mergulhos recreativos por agências licenciadas  e autorizadas, com saídas regulares o ano todo desde Bombinhas e Florianópolis. Sua fauna rica envolve espécies de aves, ofídios, répteis, quelônios e aves marinhas, algumas migratórias, acabam por fazer ninhos na ilha, muitas delas são muito difíceis de encontrar no litoral brasileiro.

A maior parte da Ilha está coberta pela Mata Atlântica, . A vegetação é praticamente intacta e como já mencionado anteriormente  a visitação e a pesca são proibidas. 

Além da mata nativa exuberante, instigantes inscrições rupestres povoam os rochedos dos costões da ilha. Conhecidas como itacoatiaras, elas são sinais inequívocos de que o homem pré-histórico visitou o lugar, onde também deixou oficinas líticas (lugares nas pedras para manufatura de ferramentas) e sítios arqueológicos do tipo sambaqui (depósitos de conchas, restos de cozinha e esqueletos). 

Resumindo a ilha abriga uma rica parte da história do sul do país, e um lindo bioma que está praticamente intocado e assim que deve permanecer para se manter o equilíbrio natural da fauna e flora, somente no sul da ilha que são permitidos os mergulhos recreativos.

RESERVA BIOLÓGICA MARINHA DO ARVOREDO

RESERVA BIOLÓGICA MARINHA DO ARVOREDO


Criada em 1990, a Reserva Biológica Marinha do Arvoredo é um dos grandes patrimônios naturais e arqueológicos do litoral brasileiro, formada pelas Ilhas do Arvoredo, Deserta, Galés e Calhau de São Pedro. Os melhores pontos de mergulho ficam nas ilhas das Galés e do Arvoredo e uma grande area marinha que banha este arquipélago. Nestes pontos, a profundidade fica entre cinco e 20 metros. A maior delas é a Ilha do Arvoredo com 270 hectares.

Em função de estar localizada numa área que recebe tanto correntes do Brasil (águas quentes) como das Malvinas (águas frias) a região abriga espécies de fauna e flora típicas de ambos os climas, com rica diversidade de aves, peixes, tartarugas marinhas e corais.

O local também é considerado um importante sítio arqueológico e histórico, com vestígios de ocupação humana (desenhos de figuras humanas) de cerca de 4.000 anos, como sambaquis, inscrições rupestres e até antigos sepultamentos. A Reserva do Arvoredo fica a cerca de 11km, tanto de Bombinhas quanto do norte da ilha de Santa Catarina.

A Reserva é um importante centro de estudos científicos da fauna e flora marinha, por isso não são permitidas atividades como caça, pesca ou introdução de espécies silvestres ou domésticas, que possam modificar a sua constituição.

A reserva, por pertencer à categoria de Reserva Biológica, é fechada à visitação.

As ilhas que compõem a Reserva Biológica Marinha do Arvoredo foram um destino tradicional de mergulho recreativo no sul do Brasil desde a década de 1980. A partir de 2000, a Reserva foi fechada para o mergulho recreativo por determinação da Lei do Sistema Nacional de Unidades de Conservação SNUC e as operadoras de mergulho passaram a restringir sua atuação ao sul da Ilha do Arvoredo, que não faz parte da Reserva Biológica. Existem saídas regulares de operadoras de mergulho partindo de Florianópolis e Bombinhas.

 Motivos para a criação da Reserva Biológica Marinha do Arvoredo

Maiores razões para o arquipélago ter se tornado Unidade de Conservação: a “extrema beleza cênica, águas com pouca turbidez, próprias ao mergulho de observação, mata atlântica insular, alta diversidade de ecossistemas; espécies vegetais e animais ameaçadas de extinção; a ocorrência de prováveis espécies novas para a ciência; o único banco de algas calcárias do litoral sul brasileiro, de formação única; pontos de nidificação, pouso e alimentação de aves marinhas e sítios arqueológicos,” entre outros. 

Em um próximo artigo falaremos sobre os detalhes de cada ilha que compõem a Reserva Biológica do Arvoredo.

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